quarta-feira, 2 de março de 2011

Parva que eu sou....

Parva que eu sou...

Ou não...
:)
Embebidos numa sociedade crente no vazio e descrente em valores e princípios fundamentais ao crescimento social, consideremo-nos nós (20 aos 35 anos) a geração não rasca, mas à rasca!

Os que nada fazem a tudo é dado, quem quer fazer, que o faça pela boa vontade, pois os tempos são difíceis e "temos habilitações a mais"?!

Nunca pensei que me iria lembrar tanto da hieraquia de Maslow como lembro...

Necessidades primárias, entre elas a segurança...é algo que ninguém fala nos dias de hoje, fala-se mais em prefixos e sufixos que nas palavras em si...

Como se pode viver sem segurança? sem saber com o que contar? sem saber o que mais fazer?

Acreditem que, só pelo fato de ter consciência de tudo isto e por me questionar me considero menos parva...

E vocês?

3 comentários:

  1. Antes demais quero dizer adorei ler o que escreves-te! maravilhoso. Continua a escrever, n pares.
    Quero aqui deixar tb uma reflexão:

    Quando trabalhamos só com mira nos bens materiais, construímos nós próprios a nossa prisão. Encarceramo-nos, sozinhos com as nossas moedas de cinza, que não compram nada que valha a pena viver.
    (Saint-Exupéry, Terra dos Homens)

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  2. O mal é que nos esquecemos muitas vezes que cuidar das nossas relações pessoais tambem é trabalho. Apesar de não sermos remunerados com "metais", somos remunerados com aquilo que o "guito" não pode comprar...

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  3. Olá Anita! Tal como prometi aki tou eu...

    Ora bem... antes de mais queria agradecer-te por teres considerado a minha sugestão :)

    Foi a 1ª coisa que me veio à ideia, não só porque anda nas bocas do mundo, mas porque acho que realmente a letra desta música dos Deolinda retrata exactamente o que uma geração (a nossa!) está a viver.

    O facto é que após muitos anos de estudo (eu conto 17 no meu currículo), a queimar pestanas, a passar noites em claro, etc e tal, não somos reconhecidos. Andaram os nossos pais a esforçar-se financeiramente durante todos estes anos para agora "levarem connosco em cima" sabe-se lá por quantos mais anos...

    Recibos verdes, Contratos a termo, Estágios profissionais não remunerados, entre outros, são bombas com as quais temos sido atingidos permanentemente.

    E depois surpreendem-se porque é que nós emigramos... Porque será...?

    Talvez porque só no exterior (infelizmente!) o nosso trabalho e empenho é reconhecido...

    Fico por aki... por agora... (mas acredito que a história vá continuar... por isso aguardem-me... lol)

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